Representantes de empresas estatais de 20 estados participaram, nessa quarta-feira, 5 de agosto, da abertura do 1º Congresso do Fórum das Corregedorias das Empresas Estatais. Realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), com apoio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o encontro promove painéis e debates sobre o aprimoramento da atividade correcional e o fortalecimento da governança pública e da integridade nas instituições.
A programação segue até quinta-feira, 6, e reúne profissionais que atuam em corregedorias, áreas de integridade, governança e gestão de diferentes instituições públicas. Ao longo dos dois dias, são debatidos temas como a estruturação das corregedorias, os processos administrativos de responsabilização e a prevenção de riscos psicossociais no trabalho.
O diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, participou da mesa de abertura e ressaltou que o trabalho das corregedorias deve reunir ações de fiscalização, prevenção e orientação dos trabalhadores e das lideranças. “Precisamos intensificar tanto a fiscalização quanto a conscientização dos trabalhadores sobre situações que não podem ser aceitas em um ambiente institucional. A corregedoria é um importante instrumento de governança das instituições públicas e presta um serviço fundamental para garantir um ambiente de trabalho adequado para todos”, destacou.
Troca de experiências
Criada em 2024, a Corregedoria do GHC atua na análise e na apuração de possíveis irregularidades disciplinares, além de desenvolver atividades preventivas e de orientação dentro da instituição. Durante o congresso, o corregedor do GHC, Vitto Giancristoforo dos Santos, mediou o painel “Programas de Integridade de Parceiros e o Impacto no Processo Administrativo de Responsabilização”.
Para o corregedor, o congresso representa uma oportunidade de aprendizado e de aproximação entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes em diferentes instituições estatais. “A Corregedoria do GHC é uma estrutura recente, criada em 2024, e vem sendo consolidada como parte dos mecanismos de governança e integridade da instituição. Participar de um encontro com representantes de diferentes estados permite conhecer outras experiências, compartilhar práticas e identificar soluções que possam qualificar nosso trabalho”, afirmou.
Ele também destacou que a atividade correcional não deve ser compreendida apenas pela perspectiva da responsabilização, mas também como uma ferramenta educativa e preventiva. “O trabalho da corregedoria também passa pela orientação de gestores, lideranças e trabalhadores. O debate promovido pelo congresso contribui para aprimorar os procedimentos, prevenir irregularidades e fortalecer uma cultura institucional baseada na ética, na transparência e no respeito às pessoas”, concluiu.
Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).