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21.08.2026

Banco Vermelho reforça alerta sobre a violência contra as mulheres na Unidade de Saúde Parque dos Maias

Instalação chama a atenção para a trajetória de agressões que pode anteceder o feminicídio e para a importância de interrompê-la
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Banco Vermelho simboliza coragem e acolhimento às mulheres atendidas pela US.
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Equipe de saúde e moradores unidos no enfrentamento à violência contra a mulher.

“O feminicídio é o ponto final de uma história anunciada.” A mensagem agora integra o cotidiano da Unidade de Saúde (US) Parque dos Maias, que recebeu, nesta quinta-feira, 20 de agosto, o 14º Banco Vermelho instalado em espaços do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A iniciativa busca chamar a atenção de usuários, trabalhadores e moradores da região para a necessidade de reconhecer e enfrentar diferentes formas de violência contra as mulheres antes que se agravem.

Colocado em um espaço de circulação do posto, o banco funciona como um símbolo permanente de conscientização e amparo. A proposta é lembrar que situações abusivas nem sempre começam pela agressão física e podem estar presentes em comportamentos de controle, ameaças, humilhações, intimidações e outras formas de abuso.

Para a gestora da Unidade de Saúde Parque dos Maias, Jessica Scott, levar essa discussão aos serviços de saúde ajuda a romper a ideia de que a violência contra as mulheres é uma questão restrita à vida privada. “Precisamos falar sobre isso em todos os espaços, com as mulheres e também com os homens. É um trabalho de conscientização e educação para que nenhuma forma de agressão seja tolerada e para que as mulheres encontrem neste banco um símbolo de coragem e acolhimento. A US precisa ser também um lugar em que elas saibam que podem buscar apoio”, diz.

Além de dar visibilidade ao tema, a presença do Banco Vermelho na Atenção Primária aproxima a campanha do cotidiano da comunidade. A usuária e moradora da região Barbara Killing destaca a importância de a população reconhecer a unidade como um espaço de confiança e acolhimento.

“Que olhemos para este banco, homens e mulheres, e entendamos de uma vez que é responsabilidade de todos colocar fim a essa violência”, afirma.

Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).