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03.09.2026

“Vamos buscar ajuda?”: Setembro Amarelo alerta para a necessidade de acolhimento na prevenção ao suicídio

Evento realizado no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, debate boas práticas e desafios em saúde mental
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Boas práticas e desafios em saúde mental foram temas em debate.
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Médica hebiatra Lilian Day Hagel abordou os sinais de alerta e o papel dos pais na prevenção ao suicídio.
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Enfermeira da Emergência do HNSC Julia Borges Antunes descreveu o trabalho das equipes durante o atendimento a pacientes após tentativas de suicídio e em momentos de crise.
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A interação com as famílias de pacientes e a necessidade do apoio psicológico foram detalhadas pelo psicóloga Eliana Bender.
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Profissionais de saúde de diferentes áreas participaram do evento.

“Quer conversar?”, “Como posso ajudar?”, “Vamos buscar ajuda?”. Essas são algumas das perguntas indispensáveis na prevenção ao suicídio, segundo especialistas que estudam o tema. O acolhimento foi um dos focos do ciclo de palestras “Setembro Amarelo: unindo saberes para salvar vidas”, realizado nesta quarta-feira (2), no auditório do Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.

A atividade integra um conjunto de eventos organizados pela instituição durante o mês em uma campanha de prevenção ao suicídio e discussões sobre saúde mental. O objetivo é mudar o entendimento de que o assunto não deve ser debatido, e sim criar um ambiente aberto para a busca de ajuda especializada.

“Abordar o assunto quer dizer que a pessoa terá ideias suicidas? Não. Mas o silêncio, sim, pode ser letal. Falar sobre suicídio não é falar sobre morte, mas sobre acolhimento e sofrimento”, disse Vanessa Oreda, enfermeira do GHC, no início do evento.

Com dados do Ministério da Saúde (MS), a profissional contextualizou que o país registra 42 casos de suicídio por dia e que a prática é a segunda maior causa de morte entre crianças e adolescentes. Além disso, mais de 70% das notificações de tentativas de suicídio são de pacientes mulheres.

Depois, Lilian Hagel Day, médica hebiatra do GHC, abordou os sinais de alerta e o papel dos pais na prevenção ao suicídio e o cuidado com quadros de depressão entre os mais jovens.

“Nós, adultos, temos uma falsa ideia de que na adolescência tudo está ótimo, que nossos filhos são bonitos e saudáveis. Em muitos casos não é assim. Crianças e adolescentes sofrem bullying na escola, têm mudança de comportamento, são impulsivos. Vemos pequenas coisas, não uma calamidade, mas que, aos poucos, podem se tornar uma situação difícil. Também é um grupo muito exposto nas redes sociais: o online pode ser mais perigoso do que o offline”, explicou.

Julia Borges Antunes, enfermeira de Emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), descreveu o trabalho das equipes durante o atendimento a pacientes após tentativas de suicídio e em momentos de crise. Ela também ressaltou a importância de ouvir e não julgar no cuidado a quem precisa de ajuda.

Última palestrante do evento, Eliana Bender, psicóloga do ambulatório do HNSC, detalhou a interação com as famílias de pacientes e a necessidade do apoio psicológico. O evento contou ainda com a participação da enfermeira Elisabete Storck e da técnica de enfermagem Joyce Lemos, ambas do GHC, que defenderam a relevância do diálogo na prevenção.

Créditos: Vinícius Coimbra (texto). João Gabriel Lopes (fotos).