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14.09.2026

Ciclo de palestras no GHC debate desafios e perspectivas da Administração na saúde

Programação alusiva ao Mês do Administrador abordou liderança, novas tecnologias e o papel humano da gestão
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Evento reuniu administradores da instituição para discutir perspectivas da área.
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Ex-funcionárias do GHC, Vera Beatriz Rodrigues Soares falou sobre relações no ambiente profissional e do papel das lideranças na formação de equipes mais colaborativas e capazes de desenvolver suas potencialidades.
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Também convidada e ex-funcionária do GHC, Fernanda Picetti dos Santos compartilhou reflexões a partir de sua trajetória profissional.
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Profissionais acompanharam as palestras.

Os desafios das relações no trabalho, as transformações provocadas pela tecnologia e a importância da dimensão humana na gestão em saúde estiveram entre os temas de um ciclo de palestras realizado nesta segunda-feira, 14 de setembro, pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em alusão ao Mês do Administrador. A programação, organizada pelo Grupo Permanente de Estudos em Administração (GPEA), reuniu trabalhadores da instituição para discutir perspectivas da área e relembrar os 60 anos da regulamentação da profissão no Brasil, celebrados no ano passado.

As atividades contaram com apresentações de duas ex-funcionárias do GHC, Vera Beatriz Rodrigues Soares e Fernanda Picetti dos Santos, que compartilharam reflexões a partir de suas trajetórias profissionais. O encontro também abriu espaço para relatos de trabalhadores da área administrativa do Grupo sobre vivências que marcaram sua atuação na instituição.

No primeiro debate, Vera tratou das relações no ambiente profissional e do papel das lideranças na formação de equipes mais colaborativas e capazes de desenvolver suas potencialidades. A partir de experiências acumuladas ao longo da carreira, ela chamou a atenção para os desafios trazidos pela convivência entre diferentes gerações, com expectativas, formas de comunicação e percepções distintas sobre o trabalho.

Ela reforçou a importância da segurança psicológica, entendida como a possibilidade de participar, apresentar ideias e se posicionar sem receio de desqualificação ou constrangimento. Segundo a palestrante, esse cuidado também precisa alcançar os trabalhadores responsáveis por atender a população, que, muitas vezes, enfrentam suas próprias dificuldades.

“Precisamos construir espaços em que todos tenham segurança para falar, sugerir e contribuir, sem que sua opinião ou sua competência sejam diminuídas em razão do gênero, da cor ou da idade. Instituições são feitas de pessoas e precisam ser humanas também na forma como se relacionam”, afirmou.

Tecnologia como apoio à gestão

Na sequência, Fernanda discutiu o papel do administrador na saúde a partir da capacidade de articular pessoas, processos e diferentes demandas do cotidiano institucional. Ela falou sobre a necessidade de reconhecer como a atuação individual interfere no funcionamento das equipes e ressaltou que a gestão envolve não apenas organização e tomada de decisão, mas também escuta, mediação, acolhimento e construção de ambientes nos quais os profissionais possam desenvolver seu trabalho com segurança.

Ela ainda tratou das mudanças provocadas pelas novas tecnologias e pela inteligência artificial na atividade gerencial. Para Fernanda, essas ferramentas podem ampliar a capacidade de análise, facilitar a organização de informações, apoiar processos e contribuir para decisões mais qualificadas. Ao mesmo tempo, destacou que a incorporação de novos recursos não elimina a responsabilidade do administrador sobre escolhas que envolvem pessoas, contextos e relações construídas no dia a dia das instituições.

“A tecnologia e a inteligência artificial podem nos auxiliar cada vez mais, trazendo informações e apoiando processos. Mas administrar também é saber ouvir, acolher, mediar e compreender as pessoas. Neste sentido, a dimensão humana das decisões e das relações continua sendo insubstituível”, enfatizou.

Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).