Avanços, gestão e o futuro dos serviços de apoio ao diagnóstico estiveram no centro dos debates no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), nesta terça-feira, 15 de setembro. Durante a manhã e à tarde, o local recebeu a 2ª Jornada dos Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento (SADT) do GHC, com o tema central "Inovação, infraestrutura e impacto: o futuro dos serviços diagnósticos e terapêuticos no GHC".
Na mesa de abertura, o encontro teve a participação de João Constantino Pavani Motta, diretor administrativo e financeiro do GHC, de Quelen Tanize Alves da Silva, diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação da instituição, e Carolina Gasperin, gerente dos Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento (SADT).
Em sua fala, Gasperin citou dados sobre o aumento da eficiência e a redução no tempo de espera para exames e procedimentos, e mencionou avanços tecnológicos, como o uso de inteligência artificial no GHC. Também destacou que a construção de um Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia (CADT), que está em andamento, marcará um novo momento para o complexo hospitalar.
“Nossa especificidade é articular as áreas assistenciais e logísticas para que a jornada do paciente seja efetiva. O importante é que produzimos um cuidado melhor e estamos prontos para pensar novos tempos. Não se trata de melhorar a ambiência, e sim de qualificar cada vez mais o cuidado do paciente do SUS”, afirmou.
Andamento do novo centro
A arquiteta Juliana Parise Baldauf e o enfermeiro Carlos Augusto Descovi apresentaram o projeto e o cronograma de execução do CADT. Os palestrantes explicaram que a proposta inicial foi revisada para incorporar as atuais necessidades assistenciais e tecnológicas da instituição.
O edifício, que ficará no complexo do GHC em Porto Alegre, centralizará diversos serviços, entre eles de imagem, hemodinâmica, laboratório e hemoterapia. A construção está localizada na área do antigo estacionamento. Atualmente, a obra encontra-se na fase de fundações.
“Estamos trabalhando na economicidade de espaço e para fazer com que o prédio não seja só um equipamento novo do ponto de vista estrutural, mas que também seja carreador de alteração de cultura e da forma de fazer. É um espaço que nos traz uma janela de oportunidade”, pontuou Descovi.
Inovação digital em foco
O evento continuou com o tema “Gestão da mudança: melhorias dos processos internos dos serviços”, com a participação do biomédico Felipe Emmannuel Alvino de Jesus e das enfermeiras Karema da Conceição Pereira Cargnin, Sue Helen Barreto Marques Wainberg e Karine Zancanaro Reys.
Um dos assuntos abordados foi a experiência da equipe de hemoterapia do GHC na substituição de um sistema informatizado usado há décadas na instituição por uma plataforma mais moderna e adaptada às necessidades dos hospitais. O biomédico enfatizou que a troca não foi apenas tecnológica, mas uma necessidade estratégica para garantir segurança, conformidade com a legislação federal e evolução dos processos.
Segundo ele, a jornada de implantação envolveu etapas de identificação da necessidade, preparação da infraestrutura, treinamento das equipes e migração de dados, culminando na "virada controlada", além da complexidade de treinar turnos de 24 horas sem interromper o atendimento e das dificuldades na migração de dados legados.
“A tecnologia é apenas uma ferramenta; sem preparar as pessoas e os processos, ela se torna um peso, não uma solução. A tecnologia ajuda, viabiliza, otimiza, mas não funciona sozinha. O resultado da evolução ocorre quando pessoas, processos e novas ferramentas evoluem juntos. Isso tudo vai possibilitar entregas mais rápidas, mas a dedicação humana continuará sendo insubstituível”, comentou Felipe Emmannuel Alvino de Jesus.
Outras discussões na jornada
Durante a tarde, o evento teve outras três mesas-redondas organizadas. A primeira, "Tecnologias e seus impactos nos Serviços em Saúde", com a participação dos enfermeiros Eduardo Cardoso Vargas, Gabriele Nunes Souza, Karine da Conceição Pereira Cargnin e Sue Helen Barreto Marques Wainberg, além do médico Everton Harlich, e mediação da enfermeira Karine Zancanaro Reys.
Na sequência, a palestra "Da informação à decisão: como a gestão baseada em dados transformou o acesso à Radiologia Intervencionista" contou com o médico Eduardo Ferreira Medronha e a enfermeira Gabriela Garcia de Oliveira. "Hemodinâmica 24h: ampliando o acesso, transformando o cuidado", apresentado pela enfermeira Gabriela Garcia de Oliveira e pelos médicos Rodrigo Argenta e Bruno da Silva Matte, encerrou a atividade.
Créditos: Vinícius Coimbra (texto). João Gabriel Lopes (fotos).