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17.09.2026

4ª Jornada de Farmácia do GHC destaca inovação, segurança do paciente e o papel estratégico da assistência farmacêutica no SUS

Evento reuniu profissionais no Grupo Hospitalar Conceição para debater desde inteligência artificial na saúde e impressão 3D até a saúde mental das equipes e a expansão dos serviços especializados
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Jornada teve como tema central "Conectando pessoas, inovação e segurança no cuidado".
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Funcionários foram homenageados pelo tempo de dedicação à instituição.
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A programação também discutiu o papel do trabalho farmacêutico, entre outros.
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Evento foi dirigido aos profissionais de farmácia e equipes multidisciplinares do GHC e público externo.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou nessa quarta-feira, 16 de setembro, a 4ª Jornada de Farmácia Hospitalar e Clínica, dedicada à capacitação e atualização técnica dos profissionais. Com o tema "Conectando pessoas, inovação e segurança no cuidado", a atividade reuniu funcionários da instituição, diretoria e convidados no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo do GHC, em Porto Alegre.

A programação discutiu o papel do trabalho farmacêutico na promoção do uso seguro e adequado de medicamentos, da seleção e aquisição até a dispensação, além do monitoramento e do acompanhamento dos resultados terapêuticos. A abertura oficial contou com a participação do diretor Administrativo e Financeiro do GHC, João Constantino Pavani Motta, da diretora de Atenção à Saúde da instituição, Rosana Reis Nothen, e de Clarissa Felix de Oliveira, coordenadora da jornada.

No início do evento, Carolina Gasperin, gerente de Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento (SADT), destacou a integração entre os hospitais do GHC e os investimentos recentes para qualificar o atendimento.

“A temática deste ano é importante porque une assuntos essenciais, como a gestão do trabalho, o compromisso com o atendimento e a inovação. Quando pensamos em inovação, pensamos em máquinas novas, medicamentos modernos, insumos importantes. Mas não é apenas esse significado: inovar é aplicar com economicidade os investimentos, que, no final, beneficiam o paciente”, disse.

Na sequência, o farmacêutico Elder Deodato falou sobre oportunidades, riscos e segurança da inteligência artificial na rotina farmacêutica. Ele fez um histórico das principais tecnologias utilizadas no momento no mundo da IA, além de abordar as particularidades e as boas práticas na escolha de cada plataforma. Segundo ele, entre os benefícios do uso estão a agilidade nos processos e o apoio em pesquisas científicas. No entanto, Deodato citou que é importante ter cuidado com a governança dos dados inseridos nas ferramentas digitais.

“Quando você coloca dados em uma inteligência artificial, essa informação não é mais sua, é do mundo. Dados pessoais, como CPF, nome completo, nome da mãe e endereço, jamais podem ser colocados em uma IA. Se isso for feito, o risco de vazamento de dados de pacientes é muito alto. Por isso, precisamos ter cuidado com relação ao uso de IA em trabalhos que envolvem dados sensíveis, principalmente no caso de pacientes”, comentou na palestra que abriu as atividades na parte da tarde.

O coordenador do Serviço de Infectologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), André Luiz Machado da Silva, falou sobre o impacto da incorporação tecnológica e da tomada de decisão no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destacou que, na rede pública, a atuação financeira deve ser pautada pela sustentabilidade e pela assistência igualitária a todos. E pontuou que a busca por inovações e medicamentos de alto custo deve equilibrar-se com a ética do cuidado, para não desassistir tratamentos básicos ou públicos essenciais. Nesse contexto, ele citou ainda o avanço da saúde digital e do futuro hospital inteligente do Grupo Hospitalar Conceição, além de ferramentas como o NoHarm, uma inteligência artificial usada pelo GHC na farmácia clínica.

“A tensão entre os recursos finitos e a inovação infinita não é um obstáculo para o cuidado, mas o parâmetro de design que nos obriga a construir um SUS mais inteligente. A saúde digital vem atuando como um sistema nervoso da sustentabilidade. A integração de dados digitais vem transformando a gestão de recursos de uma estimativa teórica para uma precisão matemática no mundo real”, comentou.

Outros assuntos da jornada

O evento também contou com a participação da farmacêutica Luciana Mello de Oliveira, que abordou o papel do farmacêutico no cuidado integrado. Já as farmacêuticas Bruna Thereza da Silva Senti e Juliana Oliveira de Souza conduziram a palestra sobre dose unitária em pediatria, destacando desafios e impactos na assistência. Logo depois, Nadine Lysyk Funk apresentou o tema de impressão 3D na saúde, focando na inovação aplicada à assistência.

Ainda na parte da manhã, a pauta direcionou-se às relações de trabalho e à saúde emocional das equipes, com tópicos abordados pela bacharel em saúde coletiva Kamila da Silva Pena e pelo psicólogo Oberdan Pereira.

Outro painel abordou a saúde mental dos trabalhadores da saúde e o uso de psicotrópicos, com o médico Felipe Gutiérrez Carvalho; os impactos assistenciais relacionados ao uso de psicotrópicos, com a enfermeira Deborah Dias Garcia; e a segurança e o controle de medicamentos psicotrópicos, com as farmacêuticas Maria Elisa Gassen Toffoli, Rosana Claudia Mirandola e Vanessa Hegele, e moderação da psicóloga Carolina Gasperin.

Créditos: Vinicius Coimbra (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).