A implementação de um novo fluxo totalmente informatizado, no Hospital Geral de Bonsucesso, transformou a rotina de solicitação de exames de ressonância magnética e de transporte por ambulância para pacientes internados. Desenvolvido em parceria com a Gerência de Projetos e a Gerência Administrativa, o fluxo via Workflow substitui os antigos formulários em papel e reduz drasticamente o tempo de espera pelo exame — que antes levava de 15 a 20 dias, via regulação externa, e agora passa a ser feito em até 48 horas para casos urgentes, ou 96 horas (quatro dias) para solicitações de rotina. O objetivo central da iniciativa é dar agilidade ao diagnóstico, assegurar a continuidade do cuidado e, consequentemente, diminuir o tempo médio de permanência hospitalar nos leitos da unidade.
Como a unidade hospitalar não realiza exames de ressonância magnética internamente, os procedimentos precisam ser feitos em clínicas externas contratadas. Anteriormente, todo o trâmite dependia da regulação tradicional e ocorria de forma manual: o médico precisava preencher o pedido em papel, deslocar-se até o Núcleo Interno de Regulação (NIR), aguardar o agendamento e retornar presencialmente para buscar a confirmação. Além do tempo ocioso gerado pelo deslocamento das equipes, a falta de comunicação entre os setores, frequentemente resultava na perda do exame agendado — muitas vezes porque o pedido médico de ambulância para levar o paciente até a clínica não havia sido feito a tempo.
Para entender como os novos fluxos funcionam, a reportagem conversou com Ainá Melgaço, chefe de Divisão do SADT, e Wanderson Rosa da Silva, chefe do setor de Transportes.
Com a criação dos novos fluxos digitais (HGB 150 para solicitação de ressonância e HGB 180 para transporte), todas as etapas foram unificadas em uma linha contínua e rastreável:
1-Solicitação e Autorização: o médico assistente faz o pedido da ressonância pelo Workflow. Por se tratar de uma contratação externa, a solicitação passa pela validação da chefia imediata.
2-Agendamento Direto: após aprovado, o pedido segue diretamente pelo sistema para a clínica terceirizada, que agenda o exame dentro do prazo contratual (48h para urgências e 96h para rotina).
3-Acionamento Automático de Transporte: assim que a clínica confirma a data no sistema, o Workflow gera automaticamente uma tarefa para o médico solicitante preencher os dados de transporte no módulo HGB 180, eliminando o risco de esquecimento da ambulância.
4-Monitoramento de Ida e Volta: a equipe administrativa analisa o pedido, aciona a empresa de ambulâncias e registra no sistema, os dados operacionais da viagem (motorista, técnico de enfermagem ou equipe médica, quilometragem e horários de saída e retorno). Ao fim do trajeto, o médico recebe a confirmação automática de que o exame foi concluído.
O novo fluxo atende, exclusivamente, aos pacientes internados. Pacientes em acompanhamento ambulatorial continuam seguindo o fluxo regular de encaminhamento pela Atenção Básica e agendamento via SISREG.
A modernização do sistema acompanha uma evolução na própria gestão de frota terceirizada do hospital. Desde fevereiro de 2025, a unidade substituiu o antigo modelo de ambulâncias fixas (alocadas no pátio) pelo regime de acionamento por chamado, dentro de um raio de cobertura de 60 a 80 quilômetros.
O contrato, que iniciou com a disponibilidade de duas ambulâncias simultâneas, foi ampliado conforme o crescimento da demanda e hoje permite até cinco ambulâncias operando ao mesmo tempo. O hospital realiza, em média, sete saídas diárias — abrangendo não apenas exames externos, mas também transferências inter-hospitalares e altas assistidas (mediante avaliação do Serviço Social).
Os pedidos dividem-se igualmente entre duas modalidades:
Ambulância Simples (Básica): Tripulada por motorista e técnico de enfermagem, destinada a pacientes estáveis.
UTI Móvel: Tripulada por médico, enfermeiro e motorista socorrista, voltada a pacientes de maior complexidade.
Liberado para todo o hospital após um período inicial de testes, o fluxo integrado já contabilizou cerca de 23 solicitações processadas, via sistema, nas primeiras semanas de operação.
Ainá, chefe de divisão do SADT, ressalta a importância da participação dos médicos. “Gostaria de contar com o apoio de todos os médicos para a implementação desses fluxos. Assim será possível trazer melhorias para os nossos pacientes”.
Créditos: Comunicação Social HGB/GHC