Com relação ao técnico de enfermagem preso pela polícia nesta terça-feira (17/03) em Porto Alegre, por suspeita de importunação sexual, o Grupo Hospitalar Conceição esclarece que o mesmo está afastado de suas funções desde o dia 02/01/26.
O processo contra o funcionário (que ingressou no GHC por concurso em agosto de 2025) foi aberto em 26/12/25, quando a primeira denúncia chegou à Corregedoria e imediatamente abriu processo disciplinar para investigação. De 29/12/25 até o dia 09/01/26 foram ouvidas 24 testemunhas que confirmaram as denúncias de importunação sexual contra 15 vítimas.
Diante dos depoimentos recolhidos, o empregado foi afastado de suas funções no dia 02/01 e assim permanece enquanto o Processo Administrativo Sancionador (PAS), instaurado em 09/01, segue seu curso, atualmente em fase final de instrução. A partir do indiciamento, o regulamento prevê prazo de 10 dias úteis para a defesa, e, posteriormente o processo vai para julgamento.
A direção do Grupo Hospitalar Conceição reitera que não tolera abusos de qualquer natureza. E por esta razão, em 2024 a atual diretoria instituiu as funções de corregedor e estruturou a unidade da Corregedoria, órgão interno responsável por fiscalizar, orientar e disciplinar a conduta de servidores para reforçar procedimentos internos de apuração e governança, visando garantir a moralidade e eficiência administrativa. A rápida resposta, mesmo em período de final de ano, evidencia a efetividade da atuação dos gestores em receber a denúncia e imediatamente encaminhar à Corregedoria do GHC, uma unidade vinculada ao Sistema de Correição do Poder Executivo Federal (SISCOR), atuando com autonomia e independência técnica.
Com o mesmo objetivo de enfrentar o tema do assédio, a gestão do GHC instituiu, em dezembro de 2023, a Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual com foco em valorização dos trabalhadores, garantia de um ambiente de trabalho saudável e apuração rigorosa de denúncias. O Plano adota eixos de prevenção, enfrentamento e formação, incluindo o acolhimento de denúncia anônima via canal de denúncias e ouvidoria, capacitação de gestores e apoio às vítimas.
Por fim, importante ressaltar que as vítimas que manifestaram interesse estão sendo acompanhadas pela Rede de Atendimento a Mulheres em situação de violência, RE-HUMAM, serviço instituído pelo Grupo Hospitalar Conceição para acolher, oferecer apoio psicológico e amparo.
Créditos: Direção do Grupo Hospitalar Conceição