O diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Gilberto Barichello, foi um dos palestrantes no evento Inovação e Gestão na Saúde Pública 2026 promovido nessa terça-feira, 26 de maio, pelo Tecnopuc. Durante a palestra, Barichello apresentou o projeto do Novo Complexo de Saúde Inteligente do GHC/Ministério da Saúde, iniciativa que propõe uma transformação estrutural e tecnológica na gestão da saúde pública brasileira. O encontro reuniu especialistas, gestores e representantes do setor para discutir inovação, ciência, tecnologia e novos modelos de cuidado em saúde, tendo como foco principal a modernização dos serviços oferecidos à população.
Durante sua apresentação, Barichello destacou que, embora a tecnologia seja essencial para o avanço da saúde pública, nenhuma transformação acontece sem a participação das pessoas. Segundo ele, o maior patrimônio de qualquer organização está nos profissionais que a constroem diariamente. “Esse evento foi muito importante porque ele tratou do tema da gestão da saúde, da inovação, da ciência, da tecnologia. Mas o principal ativo de qualquer organização são as pessoas. Se as pessoas não mudarem a sua cabeça, a sua mente, de nada adianta as tecnologias, de nada adianta a inovação. Portanto, uma das transformações que o mundo vem enfrentando na área da saúde está na área digital e, por isso, a ideia de uma rede de atenção à saúde de serviços de hospitais inteligentes veio pra ficar, com novos conceitos para que seja realizada a inovação na organização da saúde, como também a melhoria do cuidado com as pessoas”, afirmou.
O escopo preliminar do Novo Complexo de Saúde Inteligente inclui a construção de um Centro Ambulatorial, um Centro de Reabilitação, Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia e o Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação Luís Fernando Veríssimo. Além disso, a estrutura contará com aproximadamente 790 novos leitos, ampliando significativamente a capacidade de atendimento e fortalecendo a rede pública de saúde com um modelo voltado à inovação, eficiência e humanização do cuidado.
O projeto do novo complexo inteligente prevê um modelo de operação baseado na chamada “bata cinza”, modalidade de Parceria Público-Privada (PPP) em que os serviços não assistenciais são transferidos à iniciativa privada por prazo determinado, mantendo o GHC responsável pela fiscalização, gestão estratégica e controle da operação. Ao término do contrato, todos os bens e estruturas retornam integralmente ao poder público.
A proposta contempla um ciclo inicial de investimentos estimado em R$ 1,88 bilhão, abrangendo projetos arquitetônicos, obras civis, aquisição de equipamentos e mobiliários, implantação do novo Centro de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (CADT) e com incorporação de tecnologias voltadas ao funcionamento do complexo, em um novo ambiente e equipamentos que permitam a inovação e a qualificação da prestação de serviços de saúde para os brasileiros, 100% SUS.
Créditos: Voltaire Santos.