A Casinha Segura segue montada até o dia 29 de março no Hospital Criança Conceição (HCC). É uma oportunidade para as crianças e para os pais aprenderem a se proteger das intoxicações provocadas por medicamentos, pesticidas e produtos de higiene e limpeza. A instalação funciona de segunda a sexta, das 10h às 20h, em frente à Emergência do HCC
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A maquete, que encanta as crianças pelo colorido, simula as armadilhas comuns em uma casa de verdade. O foco é proteger crianças menores de sete anos, principais vítimas das intoxicações por medicamentos e produtos químicos. Para isso, uma orientadora foi treinada para informar aos pais ou responsáveis as principais medidas de prevenção de acidentes tóxicos domiciliares.
O espaço foi produzido pelo projeto de Toxicovigilância desenvolvido numa parceria entre o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio da Estação Escola GHC do OTICS (Observatório de Tecnologias em Informação e Comunicação em Sistemas e Serviços de Saúde).
Por que foi criada a Casinha?
Dados do Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul, da Secretaria Estadual da Saúde, indicam que mais de 5.000 crianças se intoxicam anualmente no Rio Grande do Sul, com produtos como medicamentos, inseticidas, produtos de limpeza, etc. A quase totalidade dessas intoxicações ocorre em ambientes domiciliares, e medidas simples de prevenção podem evitá-los. A Casinha Segura vem se somar a outras ações que visam à redução dos acidentes tóxicos.
O projeto de Toxicovigilância desenvolvido na parceria entre GHC e Anvisa já lançou outras iniciativas como o kit Bebê Seguro, destinado às mães que saíram da maternidade já informadas sobre as medidas de proteção contra os riscos tóxicos. Com o Serviço de Saúde Comunitária do GHC, também foi realizada capacitação de médicos, agentes comunitários de saúde e outros profissionais de saúde.
Além disso, uma pesquisa sobre o grau de conhecimento dos usuários sobre os riscos no uso e no descarte de produtos de limpeza e higiene (saneantes), pesticidas e medicamentos também foi usada como estratégia de prevenção de acidentes com esses produtos, especialmente entre as crianças.
Os dados da pesquisa serão encaminhados à Anvisa, que pretende utilizar a metodologia para ampliar a iniciativa em outras regiões do país.
Créditos: Anderson Machado (Texto). Stella Cony/divulgação (Fotos).