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25.07.2013 ________PAD

Congresso de Atenção Domiciliar traz a Porto Alegre profissionais de todo o país

Evento, promovido pelo GHC, proporciona debate e troca de experiências sobre serviço que vem crescendo no Brasil
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Mais de 850 profissionais se inscreveram.
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Evento ocorre no Hotel Plaza São Rafael
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Coordenador do Programa de Atenção Domiciliar do GHC, Sati Jaber Mahmud
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Técnica de enfermagem Kátia Galvão e médica Luciana Guimarães.
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Assistentes sociais Lilian Rúbia da Costa Rocha (primeira à esquerda) e Doralice de Souza Mendes (de óculos).

A médica mineira Luciana Guimarães ressaltou a importância da realização do I Congresso Sul Brasileiro de Atenção Domiciliar e do II Encontro de Atenção Domiciliar da Região Sul, eventos que começaram hoje pela manhã (25/7) e se estendem até sábado (27/7), no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. “O GHC tem sido uma referência para o Ministério da Saúde desenvolver o Melhor em Casa e também para divulgar a atenção domiciliar para a população em geral”, explicou a médica. Na opinião da técnica de enfermagem Kátia Galvão, de Brasília, os eventos de Porto Alegre são extremamente importantes porque proporcionam troca de saberes e de experiências. “Uma das atividades previstas nos eventos aqui em Porto Alegre será o lançamento do segundo volume do Caderno de Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde”, revelou. Tanto a médica Luciana quanto a enfermeira Kátia integram a Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar (CGAD), que está inserida no Departamento de Atenção Básica (DAB) da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde.

No total, são mais de 850 profissionais de todo Brasil inscritos e participando dos eventos de atenção domiciliar promovidos pelo GHC. As assistentes sociais Doralice de Souza Mendes e Lilian Rúbia da Costa Rocha trabalham em Santos e vieram em um grupo com mais de dez pessoas. “Entender a experiência do GHC de Porto Alegre será fundamental para que possamos repensar as nossas atividades em Santos”, explicou Lilian. “Estamos reestruturando nosso atendimento e esse evento é importante justamente para reestruturar o serviço”, opinou Doralice.

Para o coordenador do Programa de Atenção Domiciliar do GHC, o médico Sati Jaber Mahmud, os eventos proporcionam troca de experiências e de conhecimento e são importantes na área de ensino e pesquisa, proporcionando reflexões sobre o trabalho em rede, gestão e transição do cuidado. “Existe um crescimento dos serviços de atenção domiciliar em todo Brasil. No GHC, o PAD funciona há oito anos. O trabalho é multidisciplinar e visa qualificar as práticas realizadas pelas equipes, consolidando o Sistema Único de Saúde”, avaliou.

O Programa de Atenção Domiciliar do Grupo Hospitalar Conceição (PAD/GHC) foi criado em 2004 com o objetivo de desospitalizar precocemente os pacientes, disponibilizar leitos hospitalares e oferecer tratamento humanizado no domicílio das pessoas. Cobre por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) um território de 400 mil habitantes na Zona Norte de Porto Alegre. Conta com seis equipes multiprofissionais de atenção domiciliar (EMAD) compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem e uma equipe multiprofissional de apoio (EMAP) composta por assistente social, fisioterapeuta e nutricionista.

Com um expediente de 12 horas diárias de segunda a sexta-feira, realiza uma média de acompanhamento de 60 novos pacientes por mês. Oferece aos pacientes todos os insumos e medicamentos necessários para o seu tratamento no domicílio. Todos os pacientes são visitados pelo menos uma vez por semana até diariamente quando necessário. Em torno de 60 % dos pacientes são adultos. Dentre os adultos, cerca de 70 % são idosos.

Os principais cuidados realizados no domicílio são os seguintes: tratamento de infecções respiratórias, urinárias e de pele com antibióticos endovenosos, cuidados com feridas extensas, cuidados com estomas (traqueostomia, colostomias), anticoagulação parenteral e enteral, reabilitação, cuidados com sondas (vesical, enteral), entre outros.

Atualmente o custo diário do paciente em internação domiciliar chega a 1/4 do custo do paciente hospitalizado. Esse modelo de cuidado domiciliar tem desocupado uma média de 1.400 leitos/dia/mês. A participação do cuidador (familiar ou contratado) é fundamental no cuidado do paciente junto com a equipe de saúde. A alta satisfação dos pacientes e familiares com o cuidado domiciliar é muito gratificante para os profissionais do PAD/GHC.

Créditos: Alexandre Costa